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Artigo de Mª Teresa Vilariño Picos no 2º Volume da Revista de Estudos Literários do Centro de Literatura Portuguesa

O 2º Volume da Revista de Estudos Literários, coordenado por Manuel Portela e publicado pelo Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra, ven de saír do prelo, dedicado á “Literatura no Século XXI”. Entre outros inclúe artigos de expertos como Pedro Barbosa, Katherine Hayles, Philippe Bootz ou Luís Filipe B. Teixeira. A profesora titular da USC e membro do proxecto Le.es María Teresa Vilariño Picos contribúe cun artigo titulado “Re-Implacement: The Metamorphosis of the Literary Space in the Cyber-Cities” (pp 277-296).

Ofrecemos o artigo completo en pdf e a tradución do resumo:

“O estudo da literatura, do teatro, do cinema, das artes visuais, da televisión e da música vén experimentando unha evolución que produciu unha ruptura coas nocións de unidade, autoridade e espazo/tempo. Esta ruptura está a significar a emerxencia dun novo discurso teórico e novas maneiras de estudar as obras que constrúen a nova nocióon de literatura. Neste artigo, uso a noción de re-implacement de Edward S. Casey para referirme ao modo no que os lugares así como os eventos que ocorren dentro deles, son asimilados, procesados e representados polos medios artísticos que combinan diferentes técnicas e disciplinas. Desde ese punto de partida, analizo unha serie de textos que se poden definir como parte da cibercultura na que lectoespectador se atopa cun rico vocabulario terminolóxico que corresponde con conceptos como multimedia, transmedia, hipermedia e postmedia.”

No que atinxe ao resto do volume, velaquí un extracto do texto de introdución:

“O foco de atenção deste volume dirige-se para os aspetos tecnológicos e materiais que têm transformado as práticas de criação, comunicação e leitura literária, e cujos efeitos se fazem sentir transversalmente na cultura atual. Esta cultura tem sido descrita cada vez com mais frequência como uma cultura do software, isto é, como uma cultura cujas práticas e formas são mediadas e determinadas por programas digitais. A ubiquidade da mediação digital significa que se torna hoje difícil circunscrever práticas e formas artísticas que não tenham, em menor ou maior grau, integrado as novas condições materiais de produção nos seus processos. No caso particular da arte literária, a alteração em curso da ecologia medial implica a reconfiguração da relação entre o impresso e o digital, num processo que não é apenas de concorrência, mas também de cooperação e de retroalimentação. Considerar o tema ‘literatura no século XXI’ significa, neste caso, pensar a textualidade digital e a presença crescente do computador e da programação nas práticas literárias pós-World Wide Web”. (pp.5-6)